A nova mulher – Rose Bassuma
Nov 22nd, 2009 by acaradobrasil
É muito difícil ponderar sobre o desenvolvimento dos indivíduos sem levar em consideração as diferenças sociais e de gênero. A própria história da sociedade responde esta questão, quando mostra a construção da desigualdade entre os sexos ao longo dos séculos. E essa superação repercute no desenvolvimento psicossocial das mulheres com muito mais intensidade.
Cada vez mais a mulher é compelida a responder aos desafios com muito mais eficiência e determinação, moldando uma nova perspectiva, multifacetada nos seus afazeres, no escritório, na fábrica, na lavoura, em casa, como mãe e como esposa, muitas vezes, assumindo sozinha a responsabilidade de seu lar.
As mulheres representam 51% do eleitorado no Brasil. A cada dia alcançam novos patamares de realização participando do parlamento, judiciário, empresas e governos. Entretanto, sua representação no poder político, apesar das iniciativas, do ponto de vista legal, ainda é pouco significativa, não passa de 10% em média. Historicamente, é possível perceber que a mulher sempre esteve presente nas empresas, porém, ocupava lugares inferiores, menos qualificados, sem acesso ao poder, uma vez que seus papéis de esposa e mãe eram os únicos legitimados pela sociedade.
Segundo a Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) nenhuma mulher ocupa a presidência das cem maiores empresas do Brasil. Já nos EUA, entre as cem maiores companhias pelo ranking da revista “Fortune”, há seis mulheres na presidência.
Ressalto que política não é apenas candidatura e eleição, como também, a participação nas diversas esferas da comunidade: trabalho social, associação de bairros, ações comunitárias, entre outros. Independente da escolha que faça no espaço político, é importante não ter medo de ultrapassar os limites, os obstáculos que são impostos e, ter em mente sempre que representa ideais de melhoria para um coletivo.
Séculos de opressão cultural não desaparecem da noite para o dia. O processo exige mudanças profundas nos costumes, com a participação da mulher na apropriação de sua subjetividade, na educação social e política dos indivíduos, para que homens e mulheres possam conviver em harmonia, estabelecendo formas mais democráticas e equilibradas de exercício do poder.
Estatísticas demonstram que as mulheres no poder procuram eliminar as desigualdades, incluir as pessoas socialmente, romper as relações de opressão, preservar a natureza, pensando no futuro das gerações. Sem falar nas características marcantes como intuição, flexibilidade e sensibilidade e solidariedade.
Estamos vivendo um momento extraordinário, em que uma mulher, competente, inteligente, verdadeira, preocupada com as questões ambientais, ético/raciais, gênero, sociais, educacionais e econômicas, Marina Silva, que tem uma história de vida fantástica, se coloca à disposição para representar cada uma de nós.
Queremos e buscamos uma concepção de mundo mais fraterno, mais solidário, uma comunidade global sustentável, sem preconceitos. Portanto, Mulheres, vamos ser protagonistas na construção de um novo mundo, onde a eqüidade e a inclusão sejam ações concretas e não apenas propostas. Deixemos as amarras que nos prendem ao nosso mundo, cooperando, participando e atuando neste momento fantástico, que irradiará esperança a muitos corações e mentes, através de uma política alicerçada em princípios éticos e morais.
A sustentabilidade da vida humana perpassa por mais justiça social e oportunidades, mais equilíbrio entre direitos e deveres. Qual a nossa responsabilidade e participação nas mudanças de paradigmas para construirmos uma sociedade mais igualitária e humana?
Como diz o cantor e poeta Guilherme Arantes:
“Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria, que se possa imaginar!”
“Amanhã! A luminosidade, alheia a qualquer vontade, há de imperar!”
Porque chegou o momento da ética sobrepor a corrupção. Respeitar a Terra e a Vida em toda sua diversidade. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos do nosso planeta.
“Amanhã! Está toda a esperança, por menor que pareça”,
“Mesmo que uns não queiram, amanhã será de outros que esperam.”
Por mais que as pessoas nao acreditem, este é o momento de mudanças de valores e modos de vida. E nós, as “Novas Mulheres”, temos um papel fundamental nesta mudança!
Paz e Luz!
Rose Bassuma, Pedagoga e artista plástica.


