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	<title>Movimento Marina Silva &#187; Amália Safatle</title>
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		<title>Marina no páreo: a evolução natural da política &#8211; Amália Safatle</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 20:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>acaradobrasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amália Safatle]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
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		<category><![CDATA[presidência da república]]></category>
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Quem assistiu à mais recente entrevista da senadora Marina Silva no programa Roda Viva, da TV Cultura (www.iptvcultura.com.br/rodaviva/21-09-2009_MARINA_SILVA/midia/audio.mp3), pôde entender melhor que esta provável candidatura à presidência da República não deverá ser de uma bandeira só.
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin:0px 0px 0px 0px;"><a href="http://www.google.com/reader/link?url=http://www.acaradobrasil.net/2009/09/marina-no-pareo-a-evolucao-natural-da-politica-amalia-safatle/&title=Marina no páreo: a evolução natural da política - Amália Safatle&srcTitle=Movimento Marina Silva&srcURL=http://www.acaradobrasil.net"target="_blank" rel=""><img border="0" src="http://www.acaradobrasil.net/wp-content/plugins/wp-google-buzz/icon/9.png" style="opacity:1;filter:alpha(opacity=100)" onmouseover="this.style.opacity=0.8;this.filters.alpha.opacity=80" onmouseout="this.style.opacity=1;this.filters.alpha.opacity=100"/> </a></div><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>Quem assistiu à mais recente entrevista da senadora Marina Silva no programa Roda Viva, da TV Cultura (www.iptvcultura.com.br/rodaviva/21-09-2009_MARINA_SILVA/midia/audio.mp3), pôde entender melhor que esta provável candidatura à presidência da República não deverá ser de uma bandeira só.<span id="more-247"></span></p>
<p>A jornalistas das áreas política e econômica, e a todo o público que a assistia, a senadora deu respostas que tecem uma completa rede de pensamentos, interligando assuntos relativos a economia, saúde, ética, educação, democracia, energia, transporte, agricultura. E meio ambiente. Marina mostrou toda sua pertinácia ao explicar, com segurança e desenvoltura, que sob o chapéu da sustentabilidade, mesmo que se quisesse, seria impossível bater numa tecla só, pois as diversas questões se entrelaçam naturalmente.</p>
<p>E mostrou que em realidades complexas como a que vivemos sob o céu das mudanças climáticas e de um ambiente que une todo mundo, não cabe mais o dualismo simplista. Alguns assuntos, ou até mesmo a maioria deles, exigem mais que uma discussão do tipo &#8220;a favor ou contra&#8221;, &#8220;certo ou errado&#8221;. É o que Marina exemplificou ao dizer que não é contra hidrelétricas na Amazônia &#8211; apenas para citar um exemplo -, mas sim a favor de um licenciamento criterioso que precisa respeitar as comunidades ribeirinhas, reduzir o impacto sobre o ambiente, evitar o assoreamento do lago &#8211; contribuindo inclusive para a sustentabilidade econômica da obra &#8211; e minimizar riscos de uma ocupação desordenada na região, o que traz problemas que os governos, depois, precisarão remediar.</p>
<p>Isso vale para a discussão do transporte, da indústria, da agricultura, do clima. Ou seja, não se trata de ser contra ou favor do crescimento, de criar ou não entraves, mas de rejeitar o fazer-de-qualquer-jeito, esse modus operandi que herdamos dos tempos militares, das políticas de crescimento a qualquer custo (social e ambiental) e de um código de conduta adotado pelas elites econômicas e políticas, baseado mais nos dividendos imediatos e menos na ética. Na ética com as gerações presentes e também com as futuras, que ficarão com a conta das atitudes tomadas agora. E que é um modelo, digamos assim, dos menos inteligentes.</p>
<p>É nessa imensa gradação de cinzas entre o preto e o branco que um projeto de Brasil precisa ser discutido no contexto das próximas eleições. Os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) indicaram que o Brasil reduziu sua desigualdade social e muita gente foi remediada da linha da pobreza. As disparidades ainda são vergonhosas, mas é inegável que um caminho foi trilhado no campo social. No econômico, o Pais foi um dos menos afetados pela turbulência global. No ambiental, temos tudo para protagonizar uma transição à economia verde, descarbonizada e capaz de florescer sem que as suas bases naturais sejam esgotadas &#8211; o que inviabilizaria a própria economia no futuro. Mas para isso não basta a adesão de empresas, o ativismo das ONGs, nem a evolução da consciência do cidadão: é preciso uma orquestração política.</p>
<p>A entrada de Marina no páreo não sem tempo acende no Brasil, junto à grande imprensa, a discussão sobre o desenvolvimento sustentável, que dificilmente seria levantada com tanta ênfase e autenticidade pelos demais candidatos. Coloca o Brasil no rol desse grande debate mundial sobre o maior desafio do século. Assim, Marina não apenas mostrou que suas ideias não estão restritas a uma nota só. Ela também nos faz pensar se as ideias dos demais candidatos é que estão limitadas a um passado fóssil.</p>
<p><strong>Amália Safatle</strong> é jornalista e fundadora da Página 22, revista mensal sobre sustentabilidade, que tem como proposta interligar os fatos econômicos às questões sociais e ambientais.</p>
<p>Publicado Terra Magazine, 24 de setembro de 2009.</p>
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